Todos os artigos relacionados a Interesses

Análises, palpites ou relatos sobre temas que me importam no tocante à leitura e literatura. O propósito destes artigos é lançar uma possibilidade de diálogo com quem chegar até aqui.


Você prefere impresso ou e-book? Quem gosta de ler e costuma conversar sobre suas leituras provavelmente já se deparou com algum questionamento ou papo sobre a preferência de leitura em papel ou no meio eletrônico. Sou quase capaz de apostar que sua preferência de leitura é o impresso. Acertei? Se não, você faz parte de um grupo ainda restrito, viu!? Para a maioria, ler impresso e e-book não é a mesma coisa. Algumas críticas ao livro eletrônico, abstraindo o apego emocional dos bibliófilos (grupo no qual também me enquadro, embora de modo um tanto flexível), podem ser pertinentes em algumas situações, mas com o crescimento e evolução dos smartphones, parece-me que as resistências tem cada vez menos justificativas baseadas em fatos. Telas e atenções Apesar dos e-readers já serem vendidos no Brasil há um bom par de anos, ainda é comum ouvir como resposta, quando pergunto a alguém sobre seus hábitos de leitura de e-books, que a tela do computador é muito desconfortável e cansativa. Impossível discordar. Aliás, na minha opinião, tablets ficam quase na mesma categoria quando se fala na leitura de textos ficcionais, especialmente os mais longos. A inadequação tem a ver com conforto de leitura (tela e-ink e papel são incomparavelmente mais confortáveis para os olhos do que qualquer tela LCD, LED ou qualquer outra que emita luz. Mas isso já são favas contadas, muito já foi discutido a respeito nos debates sobre o espaço ocupado por e-readers x tablets, essa “batalha” já foi perdida – e-readers com tela […]

Ler é diferente em impresso e e-book?


Por quê ler mulheres? O risco de resistência à hashtag #leiamulheres, sob o argumento de que boa literatura não tem gênero porque é humana e universal, provavelmente não é baixo. Então, para começar a conversa, acho que vale dar uma olhada no que sugere esta pesquisa feita pela Alpaca Editora sobre os hábitos de leitura de 2.538 brasileiros de todos os Estados. Caso alguém tenha tido preguiça de ler os resultados lá, resumo aqui os dados mais gritantes comentados: a proporção de livros escritos por mulheres que é lido por leitores que leem mais de 10 livros por ano fica em torno de 1 a 2 (no máximo de 3 a 5, mas esta é uma resposta menos frequente); apenas 30% das publicações no Brasil são de obras escritas por mulheres (dados de uma pesquisa da Universidade de Brasília) em torno de 30% das personagens são mulheres Uma outra abordagem pode ser vista no Suplemento Pernambuco, onde se pode conferir a experiência de Catherine Nichols com agentes literários e a diferença de receptividade aos textos com base no gênero do escritor. Todos os dados e análises poderiam ser utilizados para responder à provocação do título, mas eu, pessoalmente preciso acrescentar mais um: como mulher e como escritora me interessa ter contato com a visão, técnica e criação de outras mulheres e escritoras. Ponto. (Não, isso não significa que eu não considere fundamental ter contato com a visão e a técnica de escritores homens do mundo todo, mas isso já aconteceu naturalmente por conta de sua maior […]

#LeiaMulheres


Literatura ou tecnologia? Volta e meia surge o debate sobre o potencial da tecnologia como ferramenta de fomento à leitura – defendida por uns, execrada por outros. Ao examinar os argumentos de cada posição, é bom ponderar que não há pesquisas ou opiniões neutras, pois, de algum modo, elas sempre refletem uma certa visão de mundo. Isso não é bom nem ruim, apenas demonstra a necessidade de analisá-las com doses equilibradas de mente aberta e senso crítico. Há visões que defendem o “enriquecimento” do texto com o uso dos recursos que a tecnologia oferece, incluindo imagens, animações, sons, links e toda interatividade que se possa explorar. Tal estratégica ajudaria a “conquistar” leitores e a tornar a atividade de leitura mais interessante(?!). A esta abordagem talvez convenham, ao menos, duas reflexões: 1) por que a “simples” leitura não é considerada interessante ou divertida o suficiente?; e 2) as atividades consideradas não divertidas deveriam então ser banidas, especialmente da vida dos leitores em potencial? No extremo oposto, há indícios de que a leitura realizada em aparelhos como tablets e smartphones – entrecortada por todo tipo de distrações – não só é de qualidade inferior àquela realizada em livros de papel, como também pode reduzir a capacidade de enfrentar leituras mais longas e profundas mesmo fora desses suportes, como uma espécie de sequela. Tal análise descarta ou ignora a funcionalidade de alternativas como os leitores dedicados – e-readers -, o que pode representar a chance de carregar mais de 500 títulos em um […]

Literatura e tecnologia, parceria ou disputa?



1
o que mudou para os leitores? Em 2010 publiquei meu primeiro e-book. Aproximadamente na mesma época ganhei um Kindle (que, aliás, ainda funciona muito bem obrigada!) e comecei a buscar informações sobre as possibilidades, limitações e peculiaridades desse formato de livro. Na época, li um artigo de Ednei Procópio sobre o e-book no contexto do mercado editoral brasileiro – poucas livrarias, insuficiente rede de bibliotecas públicas e um hábito de leitura de chorar no cantinho (a média por brasileiro seria de 1,8 livros lidos por ano, incluindo-se aí religiosos e didáticos). Tudo levava a crer que tínhamos no Brasil um terreno fértil para a adoção de uma alternativa com grande potencial para alavancar o hábito de leitura do brasileiro (ao menos daqueles que já tinham o costume e o gosto pela leitura), mas o benefício dos e-books (mais baratos, fáceis de carregar para qualquer lugar em diferentes aparelhos de leitura) não atingiu a expressão sonhada por uns e temida por outros. Em discussão desde 2010, a alteração da Lei 10753/2003,  que permitiria aplicar as mesmas isenções de tributos dos livros impressos também para e-books, ainda não foi aprovada, ainda assim, há diferenças de cenário a comemorar: o número de e-books disponíveis em português saltou de 4.389 em abril de 2012 para 74.377  (pesquisa na Amazon.com.br em 03/2016) partimos de uma realidade em que praticamente a única loja nacional a vender e-books aqui era a Gato Sabido (que já nem existe mais) para o atual em que a presença da Amazon, Apple e Kobo (via Cultura), além de […]

e-books no Brasil


8
National Novel Writing Month (NaNoWriMo) é antes de qualquer coisa uma proposta de diversão para insanos do mundo todo que assumem o desafio de escrever um romance de, no mínimo, 50.000 palavras entre a hora zero do dia 1º de novembro e as 23:59 do dia 30 de novembro. Uma espécie de ONG que se propõe a motivar a  escrita como um caminho para tornar o mundo um lugar mais criativo e vibrante (palavras do time no “about” do site). Soa romântico e idealista, não? Mas vamos dar uma olha prática sobre os efeitos da mobilização que essa iniciativa promove analisando os dados mais recentes: Houve 341.375 participantes em 2012, incluindo perfis tão variados como mecânicos de automóveis, desempregados, alunos do ensimo médio, professores de línguas ou letras, aposentados e por aí vai; Ano passado 648 voluntários atuaram como uma espécie de embaixador municipal, pessoas espalhadas em 586 regiões de seis continentes  motivando e esclarecendo os demais participantes, organizando encontros para discutir e escrever; 82.554 estudantes e educadores participaram do Programa Jovem Escritores, que promove o uso da escrita como uma ferramenta adicional do processo educativo (no Brasil não creio que isso já tenha engrenado, mas parece algo funcional nos EUA) 615 bibliotecas abriram suas portas para escritores se reunirem, escreverem e trocarem experiências entre si E em 2013, 44.919 campistas participaram do retiro de escrita online Camp NaNoWriMo Considerando só os participantes da América do Sul e Central, em 2013, até o dia 28/11, haviam sido escritas mais de doze milhões de palavras. Alguém pode dizer que quantidade não significa nada. Impulsivamente eu estaria inclinada a concordar, […]

NaNoWrimo ou Por quê escrever 50 mil palavras em um mês?


2
Brasileiro não lê? Ao “xeretar” na web em busca de reflexões ou estudos sobre qual seria a principal motivação para a leitura, quais as razões que fazem alguém gostar de ler, encontrei elucubrações e conclusões interessantes. Primeiro, notei que a queixa sobre os hábitos pouco robustos de leitura não é exclusividade do Brasil. Portugal padece de problema similar; Porto Rico e México queixam-se do mesmo; Espanha também. E possivelmente muitos outros países, cujos idiomas não domino. Não acredito que nivelar pela pior situação seja um consolo efetivo. Aliás, não gosto de consolação para situações que devem ser mudadas, mas saber que o problema não é exclusividade nacional pode ajudar a buscar as causas raíz, tratá-las e, no longuíssimo prazo, alcançar cenários diferentes. Ou, indo um pouco além, pode nos fazer questionar essa “máxima” de que brasileiro não lê, como se isso fosse um defeito intrínseco da nação ao invés de uma realidade mais ampla. Motivações para a leitura Um argumento que apareceu em mais de um artigo sobre as motivações da leitura me atraiu e trata da distância existente entre o sujeito considerado apto a ler (alfabetizado) e aquele que é capaz de compreender o que lê. Felizmente, todos que analisam a questão da leitura mais seriamente sabem que não basta a leitura mecânica, o que conta mesmo é a interpretação. O cenário pintado nesse ensaio de 1994 é de que todas as incontáveis ‘atrações’ disponíveis para o indivíduo moderno estariam ganhando a batalha pela preferência dos cidadãos em relação à leitura, vista como […]

Qual a sua motivação para a leitura?



7
As funções da leitura Em   um convite à reflexão que fiz aos leitores do site, lancei a seguinte provocação: afinal, para quê serve a leitura?  As respostas que recebi foram muito interessantes e motivadoras, inclusive uma que questionou porque o texto enviado via newsletter não estava no site. Então, veio a ideia de inserir aqui a reflexão em cima da reflexão que consegui suscitar. No texto enviado, defendia que, mesmo que não possamos negar que ler clássicos da literatura ou ficção contemporânea implica em um exercício distinto da leitura de jornais, portais de notícia ou tratados científicos, devemos admitir que o ato de ler sempre cumpre funções importantes na formação e desenvolvimento do indivíduo que pretendemos ser. Argumentei que a leitura ajuda a melhorar nossa capacidade de análise dos fatos, assim como o bom uso da linguagem (que gera melhor comunicação entre os indivíduos) e falei de seu potencial de nos trazer conhecimentos que podemos usar na vida prática ou apenas nos deleitar com seu acúmulo. Também alertei que não acredito que se alcance reais benefícios com qualquer tipo de leitura; que absorver textos de modo passivo, sem filtro crítico, sem questionamento, sem atenção genuína, nos converte em meros repetidores de conceitos que podemos sequer compreender. Mas esse filtro vai se adquirindo também com a leitura. Aliás, uma linda imagem a respeito pode-se se encontrar no conto de Ítalo Calvino – Um general na biblioteca. Recomendo! Todos sabemos do papel dos meios de comunicação na construção das opiniões predominantes na sociedade, mas pouco se comenta sobre os filtros a que estamos submetidos e que os vendedores de conteúdo (de livros infantis a notícias […]

Para quê serve a leitura?


Essa é uma análise do Kobo Glo feita de usuário comum para usuário comum. Não vou abordar características técnicas só compreendidas ou percebidas por “iniciados”, mas os aspectos que mais me interessam como leitora com o objetivo primeiro de ler com o maior conforto possível aquilo que me interessa. As comparações que farei são meramente especulativas, pois não estou comparando produtos similares, mas dispositivos diferentes em termos de tecnologia e de plataforma. Tenho um Kindle Keyboard 3G (a partir daqui, simplesmente K2 ou Kindle) desde 2010 (genhei de aniversário) e quando abri a caixa não sabia absolutamente nada sobre diferenças de formato, proteções anti pirataria (DRM) e cadastros necessários para poder comprar e ler e-books. Nada que meia dúzia (menos, na verdade) de pesquisas no oráculo não resolvessem. De saída fiquei encantada com a praticidade de poder carregar centenas de livros em pouco mais de 300 g e por poder ler longamente com a mesma sensação visual de estar em frente a uma página de papel.  Passei a carregar o kindle sempre comigo e, com isso, consegui aumentar meu tempo de leitura significativamente (até a fila do supermercado virou espaço para ler). Quando a venda de e-readers com preços um pouco mais razoáveis iniciou no Brasil, no final de 2012, não cogitei comprar um e-reader novo. Mesmo que houvesse modelos mais leves, telas com melhor definição e (aqui uma tentação)telas iluminadas que permitem ler sem iluminação ambiente sem causar o cansaço que a iluminação de um tablet provoca em leituras longas, eu tinha um argumento mais forte: […]

Kobo Glo, Kindle ou iPad?


A combinação de assuntos soou estranha? O quê e-books, marketing digital e o momento político podem ter em comum? Comecemos, então, falando sobre a eficácia da propaganda dirigida que algumas lojas de e-books (ou qualquer loja virtual, na verdade) conseguem fazer. Decidindo sua próxima leitura Como vocês provavelmente já sabem, eu gosto de ler e costumo comprar e-books, por isso, tenho cadastro em diversas livrarias virtuais que costumam ter um marketing atuante, embora nem sempre efetivo. Normalmente consigo aproveitar alguma dica ou oferta quando recebo os e-mails da Amazon contendo promoção de e-books. Isso acontece porque são promoções interessantes, há e-books realmente baratos (menos de R$10,00) em temas ou de autores que me interessam. E isso não é coincidência, a Amazon sabe o que me interessa porque tem registros daquilo que leio e pesquiso no portal Amazon. Não é 100% de acerto, lógico, mas o resultado obtido (para mim e para eles) é bem diferente do que acontece com as demais livrarias online. A Apple não é muito ativa no envio de promoções ou lançamentos, e também não parece personalizar muito os envios. As outras todas que enviam regularmente e-mails com recomendação de títulos (os óbvios, em geral, possivelmente selecionados com base no mesmo “critério” adotado nas gôndolas de destaque nas livrarias físicas, ou seja, editora ou autores pagam pelo destaque – o que não considero propriamente condenável). Porém, não há um filtro baseado nos interesses de cada leitor, apenas a lista de e-books e seus preços.  Há que se destacar como fato positivo o crescimento da oferta de títulos na casa dos dez reais, embora predominem os preços atrelados ao valor do livro físico […]

e-books, marketing digital e o momento político



Desde que a curiosidade me levou participar de diversos fóruns virtuais onde se discutem questões relativas ao e-book, literatura digital e fomento à leitura já estive no meio de alguns embates sobre coisas como: a premente necessidade de “re-invenção” do livro; a importância de que os e-books não sejam apenas uma versão a mais do livro impresso; as possibilidades infinitas que o enhanced book traria Minha posição? Gosto de ler. Amo a arquitetura com palavras. Não preciso de interatividade. Deixem o e-book ser um símile do impresso com as vantagens da portabilidade. As respostas? Sou uma retrógrada, uma saudosista fora de contexto e uma espécie em extinção. A prática? Continuo lendo livros “caretas” e acredito que sempre os preferirei, mas quis o destino (ou o interesse pelo assunto) que mantivesse discussões e me aproximasse de pessoas que abordam o tema pela perspectiva investigativa. Sim, a academia, que tantos (muitas vezes eu mesma) criticam, vem estudando o chamado fenômeno da Literatura Digital. O escritor Marcelo Spalding, que suspendeu sua dedicação à ficção nos últimos tempos para mergulhar no assunto em função de sua tese de doutorado, depois de concluí-la acabou provocando a mim e a cronista Ana Mello para participar de um Projeto de Literatura Digital. Mas, que diabos é isso de literatua digital? Bem, o Manifesto lá no site do projeto (olha que coisa mais metida!) explica, mas em suma, estamos falando basicamente de literatura (=texto) com recursos ou ferramentas não disponíveis numa versão impressa. Vago, não!? Ok, também acho. Mas o caso é que Ana e eu aceitamos o desafio de […]

Literatura digital – que raios será isso?


1
Comprando livros online Há tempos atrás uma série de posts no blog EbookBR analisou as experiências de compra em diferentes livrarias online. Era um olhar para o cenário em vigor antes da abertura da amazon.com.br, da parceria Kobo-Cultura, da iBookstore e do Google Play e estava focado exclusivamente em e-books. E agora, depois de um longo tempo de presença dos e-books no mercado e da Amazon vendendo também livros físicos, como estão as coisas? Resolvi fazer um percurso virtual por várias das livrarias originalmente avaliadas e fazer novos testes ou análises relativas à diversidade do catálogo, facilidade da compra, qualidade do e-book, preço e formas de interação com o cliente. O resultado é apresentado pelo nome da livraria em ordem alfabética. Amazon Eu demorei a fazer uma conta na Amazon.com.br porque o catálogo oferecido na loja americana, que atendia o público brasileiro antes da chegada oficial deles por aqui, é diferente e eventualmente disponibiliza coisas que me interessam e que não estão disponíveis no site daqui. Catálogo de e-books (em 03/16): são cerca de 77 mil títulos em língua portuguesa (contra 16,9  em 2013), mas é preciso levar em conta que um grande número das obras é fruto de publicação independente; ou seja, pode ser que aquele livro da sua editora favorita não esteja ainda disponível eme-book. Livros físicos: em 03/16 o acervo de títulos em português estava perto de 454 mil, ou seja, é muito provável que você encontre no site o que você está procurando. Facilidade de compra: Perfeito, além de ser fácil e rápido no site – tanto para […]

Livraria online, qual é a sua?


No dia 07 de Janeiro se comemora, no Brasil, o dia do leitor. Seria irônico caso já não estivéssemos acostumados com datas dedicadas a minorias onde a tônica oscila entre o protesto necessário e comemorações hipócritas. As estatísticas sobre os hábitos de leitura dos brasileiros são lamentáveis para qualquer país que pretenda se livrar do eterno carimbo “em desenvolvimento”. É bastante provável que se você está lendo isso, não faça parte da média que lê em torno de 4 livros ao ano, a maioria didático ou religioso. Se você lê 2 ou 3 vezes isso, ou até mais, ótimo – sabe perfeitamente a diferença que isso faz na vida, em todos os sentidos. Mas, talvez, você faça parte do grupo que considera um gasto muito grande de tempo, ou não considere um dinheiro bem empregado a compra de livros (de fato eles são caros por aqui, especialmente quando comparados ao valor da remuneração que recebemos), ou ainda… pode simplesmente não ter se interessado pela atividade porque as alternativas oferecidas (ou forçadas) na escola não interessavam nem um pouco. Não importa o grupo onde você se enquadra, tente seguir aqui minhas divagações e depois pode contrariar, complementar, ou corrigir alguma coisa que tenha me escapado. Então, adiante. Já é assunto assimilado a necessidade de mudar (para melhor, espera-se) o hábito de leitura do brasileiro em termos de volume e diversidade. Existe, para tanto, o PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura, atualmente gerido pela FBN – Fundação Biblioteca Nacional. E a meta, segundo o Ministério da Cultura, é triplicar (até 2020) o […]

Onde estão os leitores?



Em 2012 o e-reader da Amazon (por enquanto ainda com o título de “melhor”entre os disponíveis) completou 5 anos, mas quem chegou para venda direta aqui no Brasil (através de uma parceria com a Livraria Cultura) foi o aparelho do concorrente, o Kobo. Mas ainda é gigantesco o número de leitores que sabe muito pouco sobre como obter e ler conteúdo nesse formato. Por isso montei esse pequeno “ABC do e-book” que poderá ser atualizado periodicamente para esclarecer dúvidas de iniciantes. A leitura em dispositivos dedicados exclusivamente a essa função entre os leitores brasileiros (que são poucos) ainda bão é expressiva. A disponibilidade de informações para o grande público (leia-se, os que não são aficionados por tecnologia) deixa muito a desejar. É bastante provável que boa parte dos seus amigos e conhecidos não tenha uma ideia sequer nebulosa sobre as diferenças entre tablet e e-reader e só consiga associar o temro e-book aos PDF’s. Mas os movimentos no mercado online dos últimos dois meses do ano prometem mudar essa realidade no Brasil. Se isso vai significar que deixaremos de portar o carimbo de país de não leitores, não sei, mas bem poderia ser uma das portas para chegarmos a uma outra realidade. Na esperança de esse movimento se inicie, revisei e requentei o resumo (nada original, admito),com informações muito básicas para aqueles que não tem nenhuma intimidade com o universo dos e-books. O que é um e-book? Também conhecido como livro eletrônico, os e-books são versões digitais de livros, que podem ser lidos […]

ABC do e-book (update)


Por quê livro digital? Porque é uma ótima forma de distribuir conteúdo. Novos autores podem publicar com custos muito menores que um processo impresso. Editoras podem ampliar sua base de leitores. Existem várias oportunidades que se abrem com o livro digital. Para os leitores, especialmente, os eBooks significam preços menores, fim das edições esgotadas, livros acessíveis a qualquer momento, leitura em qualquer lugar, com qualquer aparelho. Por que eReaders? São mais confortáveis para ler eBooks. São leves, podem carregar muitos livros, têm uma bateria duradoura. O leitor pode ajustar o tamanho da fonte conforme a necessidade. Usam uma tecnologia de tinta eletrônica, que não cansa os olhos em uma leitura prolongada. E estão cada vez mais baratos e acessíveis. Quais os objetivos da campanha? Esclarecer a população em geral sobre as possibilidades da leitura digital. Muitas pessoas ainda ignoram os benefícios dos eBooks e eReaders. Queremos mudar isso. Quanto mais pessoas conhecerem as vantagens e lerem eBooks, mais eBooks serão oferecidos no mercado, com preços melhores. Conseguir mais opções de livros digitais com qualidade, incentivando editoras e autores a disponibilizar seus livros em formato digital – mostrar a eles que os leitores querem, sim, ler no formato digital! Melhorar a qualidade dos serviços existentes hoje. Garantir que editoras e livrarias recebam o feedback valioso de quem lê livros digitais. Como você pode ajudar a alcançar estes objetivos? Participe do nosso fórum coletivo. Não sabe como ler um livro digital? Achou um eBook mal feito, uma livraria que atendeu mal? Tem […]

O Que se Ganha com a Popularização do E-book?