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Tudo que possa interessar, ou não, sobre a autora.


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Concursos literários – arriscar e aprender Participar de concursos literários requer investimento de tempo e alguma grana (no mínimo para impressão de várias cópias e custo de envio), para um retorno no mínimo incerto. Mas, sem arriscar ninguém sai do lugar e foi graças aos riscos assumidos pelos nossos antecessores que a espécie chegou a esse momento, não (aliás, para bem e para mal). Seguindo esta lógica, o enviei material para alguns certames ao longo de 2015 e posso afirmar que mesmo naqueles em que não fui selecionada, houve ganhos em todos os casos. Acompanhem! Off Flip O Prêmio Off Flip chegou, em 2015, na sua décima edição e é um dos concursos que cobra taxa de inscrição e do qual nunca havia participado. Este ano, por entendê-lo como um bom espaço de divulgação, resolvi mudar de postura e enviar um conto. Tive a gratíssima surpresa de ficar entre os finalistas que vão para a coletânea a ser publicada pelo Selo Off Flip. A publicação em coletâneas pode ser um excelente caminho inicial para autores iniciantes, mas é preciso saber que há concursos em que a publicação anterior, pode ser um critério de eliminação enquanto em outros ter algo já publicado é uma exigência. Agora é só aguardar pela publicação, que ainda no primeiro semestre de 2016 já deve estar pronta. Prêmio Sesc de Literatura Sim, inscrevi um romance (na categoria contos, na qual já fui finalista, não posso mais concorrer por já ter livro de contos publicado) e não […]

Alegrias literárias de 2015


Labirintos Sazonais é, em sua origem, uma obra de literatura digital. Foi criado para “fisgar” o leitor típico do ambiente web. É curto, tem potencial de interação com o leitor e está vinculado com redes sociais, por isso é digital. Tem links e imagens, mas o centro da obra é a palavra, por isso é literatura. Agora Labirintos Sazonais é, também, livro (em formato impresso e eletrônico), mas é livro e muito mais. No entanto, mesmo antes de ter sido publicado em versão impressa saltou da versão digital para a analógica em oficinas do Sesc Mais Leitura, possibilitanto seu acesso mesmo em situações “offline” (foram usados cartões impressos com cada “peça” do texto para que os alunos “montassem” as sequências desejadas). Com isso, desde o início de sua criação, lá pelo finalzinho de 2012, tenho tido a chance de descobrir as tantas possibilidades de um livro, ou melhor, de cada texto. Sobre as alegrias e percalços dessa publicação em múltiplas plataformas (website, e-book e impresso) saiu um artigo bacana no Colofão, que recomendo para quem se interessa pelos bastidores da trasformação de uma ideia em um objeto, no caso, um livro. Mas é a reação dos que se deparam com o conteúdo que mais tem me mostrado coisas importantes acerca  do papel e das possibilidades da literatura. Um pouco desse aprendizado será partilhado com o público do evento que está sendo organizado pela Hub Editorial, em São Paulo, nos dias 05 e 06/fev/2015. A palestra faz parte da programação do 15º Encontros de Férias […]

Labirintos Sazonais – livro e muito mais


Quer saber minhas razões para escrever? Volto a essa(s) pergunta(s) do “escrever para quê” ou “para quem” com frequência. Por muitas razões, mas a principal é para me situar durante o processo de escrita. Quando um conto empaca ou as mãos travam acima do teclado sem que a ideia que parecia ótima há poucos instantes se converta em uma frase ao menos, a pergunta “escrever para quê? (ou para quem) pode ser uma boa chave. Recentemente, a participação em um projeto bacana, chamado Escritores Perguntam, Escritores respondem me faz revisitar a pergunta, sempre com novas possibilidades de respostas Escrever é uma espécie de necessidade, não da mesma ordem das fisiológicas, ainda assim, uma necessidade. Porém, intermitente. Isso significa que, se a vida anda agitada, se há visitas, viagem de férias, uma pilha de bons livros para ler ou simplesmente o trabalho para dar conta e o guarda-roupas para por em ordem, a escrita só acontece pela ação da disciplina. Falo por mim, claro (e com inveja de quem não se deixa afetar pelo mundo prático e escreve mesmo que chova canivetes). Não sou do tipo que comumente larga o prato de macarrão ou o copo de caipirinha para ir com urgência ao teclado ou bloco de notas. Deveria(?), mas não é assim. Por isso, manter presentes os motivos que um dia me fizeram querer escrever é uma forma de estabelecer a necessária disciplina para continuar escrevendo. A necessidade de escrever Essa tal necessidade, mesmo que intermitente, no meu caso tem parentesco com a urgência de entender […]

Escrever para quê(m)?



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Por influência de um amigo (que nunca vi ao vivo, embora more muito perto de mim) passei a assinar o boletim diário do The Write Practice, que traz dicas bacanas para a vida de escritores. Não leio todos os dias o email que é em geral curto e provocativo, mas guardo as dicas que considero bom substrato para reflexões. Um desses textos (que fala sobre a importância da colaboração entre escritores, historicamente e em termos práticos) eu repassei para três amigos da escrita com quem troco impressões com certa frequência e isso deu início a uma boa conversa por email (coisa que está ficando rara em tempos de facebook message e Whatsapp) sobre a dificuldade que existe para se encontrar um espaço de discussão honesta da produção textual, coisa tão defícil e ao mesmo tempo decisiva para a vida de escritore. O mais comum (e disso há exemplos espalhados por todas as redes sociais e ambientes reais imagináveis) é a troca de gentilezas interesseiras ou de espinhos, no geral baseados na relação entre as pessoas e não na reação delas ao texto “discutido”. O artigo fala justamente da importância das trocas entre artistas (não que qualquer dos grandes que tenha se valido dessas interações nunca tenha se enredado em atritos de vaidade ou bajulações, é sempre bom lembrar) e do quanto a mesquinhez nossa de cada dia só atrapalha a nós mesmos. E-mail ia e-mail vinha e acabamos concluindo  que tínhamos formado um pequeno grupo (realmente pequeno, 4 pessoas, na verdade) que consegue, com certa […]

Vida de escritor – da importância de um boteco


Já contei antes para algumas pessoas que decidi apostar no e-book antes da publicação impressa por duas razões: 1) mesmo que eu não conseguisse vender nenhum exemplar (o que, felizmente, não se confirmou), não teria incorrido em desperdício de material, energia (sob o enfoque de aspectos ambientais) e grana e não ficaria com um monte de caixas ofertando alimento às traças e 2) a inexistência de barreira para a distribuição do livro digital, em tese, favorece tremendamente o seu alcance  em termos de número de leitores, territórios abrangidos e até mesmo condições sociais para aquisição (já que o e-book pode ser muito mais barato que o impresso). Isso tudo dentro de uma visão muito lúcida quanto à minha insignificância enquanto autora totalmente desconhecida e que não aborda temas populares / potencialmente vendáveis. Também já contei sobre minha desconfiança quanto ao termo “literatura digital”, que acabou por ser (ao menos parcialmente) desmontada quando topei o desafio de produzir algo que pudesse ser definido com essa alcunha. Pois graças à provocação inicial do Marcelo Spalding, que me provocou a criar uma literatura pensada para o meio digital agora o Labirintos Sazonais acaba de ser contemplado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul e vai sair dos bytes para as páginas. Ao invés de uma adaptação do digital para acolher o que já havia em páginas, isso demandará um belo esforço de criatividade e alternativas de impressão para trazer ao papel a possibilidade de leitura não linear proposta no Labirintos – […]

Conexões entre livro digital e livro impresso


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National Novel Writing Month (NaNoWriMo) é antes de qualquer coisa uma proposta de diversão para insanos do mundo todo que assumem o desafio de escrever um romance de, no mínimo, 50.000 palavras entre a hora zero do dia 1º de novembro e as 23:59 do dia 30 de novembro. Uma espécie de ONG que se propõe a motivar a  escrita como um caminho para tornar o mundo um lugar mais criativo e vibrante (palavras do time no “about” do site). Soa romântico e idealista, não? Mas vamos dar uma olha prática sobre os efeitos da mobilização que essa iniciativa promove analisando os dados mais recentes: Houve 341.375 participantes em 2012, incluindo perfis tão variados como mecânicos de automóveis, desempregados, alunos do ensimo médio, professores de línguas ou letras, aposentados e por aí vai; Ano passado 648 voluntários atuaram como uma espécie de embaixador municipal, pessoas espalhadas em 586 regiões de seis continentes  motivando e esclarecendo os demais participantes, organizando encontros para discutir e escrever; 82.554 estudantes e educadores participaram do Programa Jovem Escritores, que promove o uso da escrita como uma ferramenta adicional do processo educativo (no Brasil não creio que isso já tenha engrenado, mas parece algo funcional nos EUA) 615 bibliotecas abriram suas portas para escritores se reunirem, escreverem e trocarem experiências entre si E em 2013, 44.919 campistas participaram do retiro de escrita online Camp NaNoWriMo Considerando só os participantes da América do Sul e Central, em 2013, até o dia 28/11, haviam sido escritas mais de doze milhões de palavras. Alguém pode dizer que quantidade não significa nada. Impulsivamente eu estaria inclinada a concordar, […]

NaNoWrimo ou Por quê escrever 50 mil palavras em um mês?



Desde que a curiosidade me levou participar de diversos fóruns virtuais onde se discutem questões relativas ao e-book, literatura digital e fomento à leitura já estive no meio de alguns embates sobre coisas como: a premente necessidade de “re-invenção” do livro; a importância de que os e-books não sejam apenas uma versão a mais do livro impresso; as possibilidades infinitas que o enhanced book traria Minha posição? Gosto de ler. Amo a arquitetura com palavras. Não preciso de interatividade. Deixem o e-book ser um símile do impresso com as vantagens da portabilidade. As respostas? Sou uma retrógrada, uma saudosista fora de contexto e uma espécie em extinção. A prática? Continuo lendo livros “caretas” e acredito que sempre os preferirei, mas quis o destino (ou o interesse pelo assunto) que mantivesse discussões e me aproximasse de pessoas que abordam o tema pela perspectiva investigativa. Sim, a academia, que tantos (muitas vezes eu mesma) criticam, vem estudando o chamado fenômeno da Literatura Digital. O escritor Marcelo Spalding, que suspendeu sua dedicação à ficção nos últimos tempos para mergulhar no assunto em função de sua tese de doutorado, depois de concluí-la acabou provocando a mim e a cronista Ana Mello para participar de um Projeto de Literatura Digital. Mas, que diabos é isso de literatua digital? Bem, o Manifesto lá no site do projeto (olha que coisa mais metida!) explica, mas em suma, estamos falando basicamente de literatura (=texto) com recursos ou ferramentas não disponíveis numa versão impressa. Vago, não!? Ok, também acho. Mas o caso é que Ana e eu aceitamos o desafio de […]

Literatura digital – que raios será isso?