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Novidades e dicas na área de intersecção entre literatura e tecnologia.


Labirintos Sazonais é, em sua origem, uma obra de literatura digital. Foi criado para “fisgar” o leitor típico do ambiente web. É curto, tem potencial de interação com o leitor e está vinculado com redes sociais, por isso é digital. Tem links e imagens, mas o centro da obra é a palavra, por isso é literatura. Agora Labirintos Sazonais é, também, livro (em formato impresso e eletrônico), mas é livro e muito mais. No entanto, mesmo antes de ter sido publicado em versão impressa saltou da versão digital para a analógica em oficinas do Sesc Mais Leitura, possibilitanto seu acesso mesmo em situações “offline” (foram usados cartões impressos com cada “peça” do texto para que os alunos “montassem” as sequências desejadas). Com isso, desde o início de sua criação, lá pelo finalzinho de 2012, tenho tido a chance de descobrir as tantas possibilidades de um livro, ou melhor, de cada texto. Sobre as alegrias e percalços dessa publicação em múltiplas plataformas (website, e-book e impresso) saiu um artigo bacana no Colofão, que recomendo para quem se interessa pelos bastidores da trasformação de uma ideia em um objeto, no caso, um livro. Mas é a reação dos que se deparam com o conteúdo que mais tem me mostrado coisas importantes acerca  do papel e das possibilidades da literatura. Um pouco desse aprendizado será partilhado com o público do evento que está sendo organizado pela Hub Editorial, em São Paulo, nos dias 05 e 06/fev/2015. A palestra faz parte da programação do 15º Encontros de Férias […]

Labirintos Sazonais – livro e muito mais


literatura + tecnologia = tempo melhor usado O Diminuto é um aplicativo de leitura e escrita colaborativa de minicontos. São textos de, no máximo, 750 caracteres disponibilizados gratuitamente para quem baixar o app. A ferramenta foi elaborada com base nas necessidades dos próprios fundadores, que incluiam o desejo de ocupar o tempo livre com coisas mais produtivas que joguinhos ou redes sociais e a vontade de ter uma plataforma de escrita com capacidade de atingir leitores e de oferecer novas opções de leitura. É uma ferramenta de passatempo cultural, que permite a leitura de contos curtos, capazes de se encaixar perfeitamente nos intervalos de uma rotina acelerada e megaconectada. Assim que tomei conhecimento da iniciativa, corri para experimentar. Em poucos cliques já estava pulando de um conto a outro no celular e logo descobri a possibilidade de enviar meus prórpios textos. O e-mail de boas vindas que o novo usuário recebe é tão caloroso e pessoal que me senti muito à vontade para escrever e “xeretar” um pouco mais sobre a história da inciativa bacana. A Déborah Gouthier, uma das responsáveis pelo projeto, que tomou corpo com o impulso do Fundo de Apoio à Cultura de Goiás, foi super gentil e o papo acabou virando a entrevista que agora publico para vocês. minicontos MK – Achei interessante que uma das motivações para desenvolvimento do Diminuto fosse a vontade de um uso mais rico do tempo na interação constante com a tecnologia. Conte-nos um pouquinho mais sobre o desenvolvimento da ideia que culminou na criação do aplicativo. Diminuto […]

Diminuto – Minicontos para qualquer hora


Já contei antes para algumas pessoas que decidi apostar no e-book antes da publicação impressa por duas razões: 1) mesmo que eu não conseguisse vender nenhum exemplar (o que, felizmente, não se confirmou), não teria incorrido em desperdício de material, energia (sob o enfoque de aspectos ambientais) e grana e não ficaria com um monte de caixas ofertando alimento às traças e 2) a inexistência de barreira para a distribuição do livro digital, em tese, favorece tremendamente o seu alcance  em termos de número de leitores, territórios abrangidos e até mesmo condições sociais para aquisição (já que o e-book pode ser muito mais barato que o impresso). Isso tudo dentro de uma visão muito lúcida quanto à minha insignificância enquanto autora totalmente desconhecida e que não aborda temas populares / potencialmente vendáveis. Também já contei sobre minha desconfiança quanto ao termo “literatura digital”, que acabou por ser (ao menos parcialmente) desmontada quando topei o desafio de produzir algo que pudesse ser definido com essa alcunha. Pois graças à provocação inicial do Marcelo Spalding, que me provocou a criar uma literatura pensada para o meio digital agora o Labirintos Sazonais acaba de ser contemplado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul e vai sair dos bytes para as páginas. Ao invés de uma adaptação do digital para acolher o que já havia em páginas, isso demandará um belo esforço de criatividade e alternativas de impressão para trazer ao papel a possibilidade de leitura não linear proposta no Labirintos – […]

Conexões entre livro digital e livro impresso



Talvez seja reducionismo colocar a questão da literatura nesses termos, mas as posições que tenho acompanhado na web sobre a declaração polêmica de Raphael Draccon parecem se dividir entre a supervalorização do escritor e o endeusamento do texto. Se tivesse de escolher um lado, ficaria com o segundo, mas prefiro discutir alguns outros pontos. Voltando ao tumtulto gerado pela entrevista do autor de fantasia (que nunca li, preciso esclarecer), nos posts e comentários que li vejo basicamente duas vertentes: alguns defendem que a vida pessoal do escritor e sua presença em mídias várias são determinantes para o sucesso do produto que ele venha a oferecer (editores, ou gente ligada ao mercado editorial predominam nesse grupo) enquanto outros, revoltados com as declarações dadas durante a Bienal do Livro, vociferam e insistem em defender a relevância do texto acima de tudo. Draccon acabou corrigindo o que alegou ser uma edição fora de contexto das suas declarações, mas o fato é que há tempos tenho assistido a discussões similares. E para que não paire a impressão de que estou empoleirada sobre o muro, esclareço não ter simpatia por escritores pop star. Entretanto, creio que seja necessário fazer uma distinção muito clara entre os perfis de escritores e o texto que produzem, pois, faço parte dos que entendem o texto como mais relevante que a figura que o gerou – por uma razão muito simples: pessoas, geniais ou medíocres, perecem e o texto tem a chance de permanecer, principalmente (mas não só) se dotado de boa qualidade. E esse raciocínio precisa levar em conta que um […]

O que vale mais, o texto ou o escritor?


Desde que a curiosidade me levou participar de diversos fóruns virtuais onde se discutem questões relativas ao e-book, literatura digital e fomento à leitura já estive no meio de alguns embates sobre coisas como: a premente necessidade de “re-invenção” do livro; a importância de que os e-books não sejam apenas uma versão a mais do livro impresso; as possibilidades infinitas que o enhanced book traria Minha posição? Gosto de ler. Amo a arquitetura com palavras. Não preciso de interatividade. Deixem o e-book ser um símile do impresso com as vantagens da portabilidade. As respostas? Sou uma retrógrada, uma saudosista fora de contexto e uma espécie em extinção. A prática? Continuo lendo livros “caretas” e acredito que sempre os preferirei, mas quis o destino (ou o interesse pelo assunto) que mantivesse discussões e me aproximasse de pessoas que abordam o tema pela perspectiva investigativa. Sim, a academia, que tantos (muitas vezes eu mesma) criticam, vem estudando o chamado fenômeno da Literatura Digital. O escritor Marcelo Spalding, que suspendeu sua dedicação à ficção nos últimos tempos para mergulhar no assunto em função de sua tese de doutorado, depois de concluí-la acabou provocando a mim e a cronista Ana Mello para participar de um Projeto de Literatura Digital. Mas, que diabos é isso de literatua digital? Bem, o Manifesto lá no site do projeto (olha que coisa mais metida!) explica, mas em suma, estamos falando basicamente de literatura (=texto) com recursos ou ferramentas não disponíveis numa versão impressa. Vago, não!? Ok, também acho. Mas o caso é que Ana e eu aceitamos o desafio de […]

Literatura digital – que raios será isso?


Se você gosta de ler, é bastante provável que frequente ou já tenha frequentado uma biblioteca. E se gosta MUITO de ler, é ainda mais provável que as horas dispendidas nesse ambiente façam parte das suas boas memórias – incluindo todos os sentidos empregados na experiência da leitura, apesar das eventuais crises de rinite no caso de prédios úmidos ou povoadas de exemplares mais antigos. Caso tenha se enquadrado nessa descrição, entre bucólica e saudosista, também não é impossível que esteja no grupo dos que torcem o nariz para o e-book, ao menos se a sua experiência com leitura de livros eletrônicos se restringe ao computador ou aos tablets. Entretanto, se já teve a oportunidade de provar o conforto de um e-reader, é mais difícil que, mesmo amando o cheiro e a experiência tátil dos livros, rejeite com ênfase a chance de carregar boa parte de sua biblioteca pessoal na bolsa ou na mochila. O uso pessoal, porém, é uma coisa, bibliotecas de verdade são outros quinhentos, certo? São praticamente templos a serem reverenciados e mantidos. Sim, isso eu acho que são mesmo e seu papel no incentivo à leitura é indiscutível. Mas já existe um novo modelo de biblioteca começando a se estabelecer, um modelo sem prateleiras repletas de volumes, talvez, sem um único livro sequer, e ainda assim capazes de armazenar um sem fim de conhecimento, literatura, informações, registros históricos. O termo Biblioteca Digital pode abarcar certa variedade de situações, como  digitalização dos acervos das bibliotecas físicas, uma boa medida, digamos, de backup e […]

Bibliotecas Digitais



No dia 07 de Janeiro se comemora, no Brasil, o dia do leitor. Seria irônico caso já não estivéssemos acostumados com datas dedicadas a minorias onde a tônica oscila entre o protesto necessário e comemorações hipócritas. As estatísticas sobre os hábitos de leitura dos brasileiros são lamentáveis para qualquer país que pretenda se livrar do eterno carimbo “em desenvolvimento”. É bastante provável que se você está lendo isso, não faça parte da média que lê em torno de 4 livros ao ano, a maioria didático ou religioso. Se você lê 2 ou 3 vezes isso, ou até mais, ótimo – sabe perfeitamente a diferença que isso faz na vida, em todos os sentidos. Mas, talvez, você faça parte do grupo que considera um gasto muito grande de tempo, ou não considere um dinheiro bem empregado a compra de livros (de fato eles são caros por aqui, especialmente quando comparados ao valor da remuneração que recebemos), ou ainda… pode simplesmente não ter se interessado pela atividade porque as alternativas oferecidas (ou forçadas) na escola não interessavam nem um pouco. Não importa o grupo onde você se enquadra, tente seguir aqui minhas divagações e depois pode contrariar, complementar, ou corrigir alguma coisa que tenha me escapado. Então, adiante. Já é assunto assimilado a necessidade de mudar (para melhor, espera-se) o hábito de leitura do brasileiro em termos de volume e diversidade. Existe, para tanto, o PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura, atualmente gerido pela FBN – Fundação Biblioteca Nacional. E a meta, segundo o Ministério da Cultura, é triplicar (até 2020) o […]

Onde estão os leitores?


As notícias sobre vendas de e-books no Brasil a partir do alvoroço gerado com a disponibilização do primeiro e-reader de qualidade em lojas físicas no Brasil foram alvissareiras no finalzinho de 2012. A parceria Kobo Cultura marcou uma nova situação de visibilidade para o e-book, gerando, no mínimo, curiosidade num público que não costuma circular nos fóruns de discussão vinculados ao tema. Logo depois, como uma resposta às pressas, a Amazon.com.br abriu seu site (bem capenga, aliás) e aos poucos vem fazendo ajustes e procurando fisgar os clientes que estavam vinculados à loja US para movimentar o domínio tupiniquim. Numa iniciativa inédita no mundo, resolveu colocar o seu aparelho Kindle à vista do público através de quiosques, além das vendas online na própria Amazon e no Ponto Frio.com. Aparentemente, mesmo com o alto impacto dos impostos no valor final dos aparelhos dedicados exclusiva ou prioritariamente à leitura (a maioria permite reprodução de áudio e uma conexão limitada à web) as vendas de e-book cresceram por conta da disponibilização dos e-readers a um público maior. Mas esse aumento nas vendas não representa, até o momento, nenhum impacto real sobre a capacidade de leitura do brasileiro. Explico, quem compra um e-reader que custa aqui no Brasil 70% mais do que o valor pago pelo mercado americano só o faz por ser um leitor voraz. Ou seja, essa nova alternativa de acesso a conteúdo não está cumprindo o potencial intrínsico que possui de fomentar o hábito da leitura (seja pela praticidade de transporte, seja pelo acesso a […]

E-readers ao alcance do leitor, e agora?


Quem já teve algum contato com o assunto e-book, certamente já ouviu falar do Projeto Gutenberg, mas pode ser que não tenha dedicado algum tempo para explorar o que é ofertado por lá. Não vou me ater à história (muito bacana, aliás) do projeto porque isso pode ser vastamente consultado por aqui. Gostaria de trazer um pouco mais de detalhes sobre o conteúdo lá disponibilizado sob a perspectiva do leitor. Comecemos pela questão do idioma. São mais de 30 mil títulos ao todo, a esmagadora maioria está disponível apenas em inglês, em português temos 518 obras, 1.888 em francês, 800 em alemão, 615 em finlandês, 405 em chinês, 316 em espanhol, além de edições em 54 outras línguas. Vale notar que o site está disponível apenas em inglês e português, o que denota uma certa deferência com nosso idioma. Boa parte dos títulos está disponível para leitura online, sem necessidade de qualquer download. Para quem preferir baixar o arquivo para ler em seu computador ou nos demais dispositivos de leitura (e-readers, tablets, smartphones) são ofertados arquivos em diferentes formatos, evitando a necessidade de conversões que podem não ser tão fáceis de executar para alguns usuários. Além dos formatos textos, há audiolivros também. Naturalmente não espere encontrar lá o mais recente best seller, a maioria dos títulos são obras que já caíram no domínio público e foram digitalizadas com base em trabalho voluntário ou apoio de alguns parceiros do projeto. Quanto ao aspecto visual, muitos dos arquivos podem não ter a melhor edição […]

Projeto Gutenberg Para Nós



Essa época do ano me faz gostar ainda mais de Porto Alegre. É tempo de Feira do Livro, evento que, em 2010, foi reconhecido como patrimônio imaterial da cidade pela Secretaria Municipal da Cultura. Nesta 57a edição, serão 19 dias de feira, já sem os atrapalhos das obras na Praça da Alfândega como no ano passado. Apesar o orçamento encurtado, as previsões são otimistas. As expectativas são de grandes números, tanto de visitações como de vendas. Garimpando na programação da feira, dá para encontrar, nas oficinas e na programação paralela tímidos espaços abordando o livro digital. O Congresso Brasileiro de Leitura Digital foi um desses eventos e haverá ainda outras boas abordagens que recomendo. O restante da programação pode ser consultada aqui, dividida por temas diários. Oficina: Entenda o livro digital e seu mercado Quando: 05/11/2011 – 19:00 Onde: Sala O Retrato – CCCEV Convidados: Eduardo Melo Livro digital e novas mídias na educação Quando: 09/11/2011 – 16:00 Onde: Assec – Trav. Leonardo Truda, 40 – 21º andar Convidados: Eduardo Melo

Tempo de Livros e Jacarandás


Hoje a Amazon saciou a curiosidade de todos os que já se apaixonaram pelos seu e-reader e daqueles que estavam na expectativa do tablet de baixo custo que finalmente seria um concorrente à altura do iPad. Com o argumento de que o esforço da empresa é trabalhar duro para poder cobrar sempre menos dos seus clientes, Jeff Bezos anunciou quatro novos produtos. O Kindle apenas R $ 79, duas novas touch screen do  Kindle: o Kindle Touch e o Kindle Touch 3G – por US $ 99 e US $ 149, respectivamente e o tão aguardado tablet (que a Amazon não nomeia como tal, mas como “uma nova classe de Kindle”) – o  Kindle Fire – um Kindle com tela colorida, ideal para ver filmes, ouvir música, ler livros e revistas, usar aplicativos e navegar na web com um navegador ultra rápido – o Amazon Silk. E tudo isso em pré-venda por apenas R $ 199. O Kindle Fire tem tela colorida de 7 polegadas, processador duol-core, tem 416 gramas e bateria com duração de até 8 horas. O aparelho permite ouvir música enquanto se navega na web ou se lê um livro, por exemplo, mas ainda não se rendeu ao formato ePub. A imagem do novo Kindle é do site da Amazon.com INFORMAÇÃO IMPORTANTE (e frustrante):  pelo menos por enquanto, o produto não está disponível para o Brasil, assim como os novos modelos de e-reader com o recurso touch screen.

Kindle Fire